Agora se foi o ultimo suspiro...
A última esperança jaz no peito...
E brota nas lágrimas que inundam um rosto....
Todo o tempo que havia se exauriu
E toda bondade dissipada....
O rancor, maldade e dor
Instalaram bases em cada ser....
O que outrora era luz,
Hoje se inunda de trevas...
E toda treva se torna fria, vazia e sem vida....
Sem vontade, escravizados, humilhados....
são bárbaros, vis, cruéis...
E dominam... e subjugam e aniquilam,
Toda e qualquer esperança...
Caminham entre poças intermináveis de sangue....
Entre a carne pútrida e fétida...
De vidas tiradas sem alguma razão....
E o que era paz,
Se transforma em desespero...
E tudo que existe é o caos...
E tudo que se pode fazer é aceitar a dor
Que é inviável, insuportável, interminável....
A angustia, o medo e a brutalidade
São apenas realidade...
Toda a imoralidade, corrupção e depravação
São permitidos...
Apenas para que o pavor seja expandido
Todo o contentamento está, agora, suprimido.
Não há para quem clamar...
Toda a bondade foi abandonada
Todo o divino foi esquecido
Tudo que existe é apenas: TREVAS.
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